Caso Dagmar: lesão no crânio indica que idosa pode ter sido morta antes de ser jogada em poço, diz polícia

  • 22/01/2026
(Foto: Reprodução)
Caso Dagmar: corpo de idosa desaparecida há um mês é achado a 27 metros de profundidade O corpo de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, encontrado em um poço a cerca de 30 metros de profundidade, em Bauru (SP), apresentava uma lesão no crânio que indica que a idosa pode ter sido morta antes de ser jogada no local. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Segundo a Polícia Civil, a constatação reforça a versão apresentada pelo casal de caseiros suspeito de envolvimento no crime, que está preso. De acordo com a investigação, a marca é compatível com o relato feito informalmente pelos suspeitos, que teriam confessado à polícia ter agredido a idosa com uma paulada na cabeça e, em seguida, jogado o corpo no poço. Corpo de Dagmar Grimm Streger foi encontrado com um ferimento na cabeça TV TEM/Reprodução Segundo o delegado Alexandre Protopsaltis, responsável pelo caso, a localização do corpo foi decisiva para o avanço das investigações. “Encontrar o corpo foi um elemento fundamental. Confirmou toda a tese investigativa. É uma prova robusta, traz materialidade a tudo aquilo que a gente acreditava”, afirmou. Ainda de acordo com a Polícia Civil, a perícia do Instituto Médico Legal (IML) não encontrou vestígios de terra ou detritos no corpo, o que indica que Dagmar pode ter sido jogada no poço já sem vida. Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, foi encontrada morta em um poço desativado no sítio onde morava, em Bauru (SP) Andressa Lara/TV TEM Desaparecimento e prisão dos suspeitos Dagmar Grimm Streger era proprietária de um sítio em Bauru e foi vista pela última vez no dia 19 de dezembro, mas o desaparecimento passou a ser investigado oficialmente no dia 22 de dezembro, após o registro de um boletim de ocorrência. Os restos mortais dela foram localizados na tarde desta quarta-feira (21). Casal é preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de idosa em área rural de Bauru Facebook/reprodução O poço passou a ser considerado um possível local onde o corpo estaria após o casal de caseiros Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40, confessar informalmente ter agredido Dagmar com uma paulada na cabeça e jogado o corpo no poço. De acordo com as investigações, a dupla trabalhava e morava na mesma propriedade de Dagmar, e a relação envolvia repasses frequentes de bens e dinheiro. A Polícia Civil apura uma possível motivação financeira para o crime. O casal foi detido no dia 24 de dezembro. Cerca de 27 metros foram escavados em sítio para encontrar corpo de idosa Andressa Lara/TV TEM A Polícia Civil também investiga um possível envolvimento do filho do casal no crime. Em depoimento informal, o caseiro chegou a atribuir o crime ao adolescente de 14 anos, mas depois assumiu a autoria. O jovem está sob acompanhamento do Conselho Tutelar de Avaré (SP). Ainda segundo a corporação, Daniela negou participação e afirmou que estava dormindo no momento do ocorrido. O caso é investigado como latrocínio e ocultação de cadáver. Mais de 25 metros foram escavados em busca de Dagmar, em Bauru Andressa Lara/TV TEM Cerca de 30 metros de escavações Desde o início das escavações no poço em busca de Dagmar, em 30 de dezembro, cerca de 30 metros de profundidade foram escavados até que o corpo fosse encontrado. Buscas em poço por idosa desaparecida começou em 30 de dezembro em Bauru Polícia Civil/Reprodução O poço, conhecido como poço caipira, era usado para captação de água, mas estava desativado. Por ser antigo e profundo, foi necessário ampliar o diâmetro da abertura para garantir a segurança das equipes e permitir que o maquinário pesado alcançasse os níveis inferiores. Para isso, a casa de Dagmar precisou ser demolida. "Cada célula tem cerca de 70 centímetros de altura e precisa ser retirada uma a uma. Para isso, é necessário espaço, e a casa acabava atrapalhando o avanço das escavações. Tentamos preservá-la, mas chegamos à conclusão de que a demolição era inevitável", explicou o coordenador da Secretaria de Obras de Bauru, Téo Zacarias. A casa onde vivia Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, foi demolida em Bauru TV TEM/Reprodução Outra dificuldade da operação foi a retirada de vários sacos de adubo que, segundo a investigação, foram jogados sobre o corpo para tentar mascarar o odor da decomposição. Para retirar o corpo do local, a ação durou quase três horas e foi considerada um trabalho complexo. Os bombeiros desceram de rapel no poço e enfrentaram riscos como deslizamento de terra, possível presença de gases tóxicos, grande quantidade de entulho e uma camada espessa de argila formada após as chuvas. Um vídeo registrou o momento da retirada do corpo. Homem morre soterrado dentro de poço na zona rural de Timon, no MA Segundo o Corpo de Bombeiros, cerca de 30 pessoas participaram da operação, incluindo 12 agentes da corporação, além do apoio da Prefeitura de Bauru e da Polícia Civil. “Nossa parte consistiu em mandar um bombeiro acima, ancorado na pá carregadeira. A gente expôs mais o corpo, que ainda estava enterrado, colocou no saco de cadáver, fez a amarração e realizamos a retirada”, explicou o tenente Vinícius Alexandre Burin. Corpo de idosa desaparecida há um mês é achado dentro de poço de Bauru (SP) Arquivo Pessoal Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/01/22/caso-dagmar-lesao-no-cranio-indica-que-idosa-pode-ter-sido-morta-antes-de-ser-jogada-em-poco-diz-policia.ghtml


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