Caso Dagmar: polícia investiga se suspeitos presos deviam dinheiro à idosa desaparecida; buscas em poço passam de 20 metros
07/01/2026
(Foto: Reprodução) Prefeitura pretende escavar mais 10 metros em poço onde estaria corpo de idosa
A Polícia Civil investiga se o casal de caseiros, preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, devia dinheiro à idosa.
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Dagmar está desaparecida desde o dia 22 de dezembro, e as buscas se concentram no poço da propriedade onde ela vivia, na região do Rio Verde, em Bauru (SP). As escavações no local começaram no dia 30 de dezembro e já ultrapassaram 20 metros de profundidade.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos afirmaram informalmente ter dado uma paulada na cabeça da idosa e jogado o corpo no poço, mas permaneceram em silêncio durante os depoimentos formais.
Casa de idosa desaparecida em Bauru é demolida para dar continuidade às buscas em poço
Andressa Lara/TV TEM
De acordo com as investigações, a dupla trabalhava e morava na mesma propriedade de Dagmar, e a relação envolvia repasses frequentes de bens e dinheiro, agora analisados como parte do contexto do desaparecimento.
“Durante a investigação, a gente descobriu que a dona Dagmar havia doado um terreno para eles, posteriormente recomprou esse terreno e deu um veículo para ele. São as informações que temos até o momento”, afirmou o delegado Luciano Faleiro Rezende em entrevista à TV TEM. (Veja abaixo).
Caso Dagmar: polícia investiga se suspeitos deviam dinheiro à idosa
As informações foram repassadas por pessoas próximas à idosa aos investigadores. A polícia aguarda a localização do corpo para dar andamento às investigações e ouvir novamente os suspeitos, que permanecem presos temporariamente.
Francisco Aparecido Lopes Barbosa, amigo da idosa que acompanha as buscas, relatou que o casal utilizava com frequência o carro de Dagmar, muitas vezes por longos períodos.
“Ela deu muitos presentes, deu muitas coisas para eles. Acho que até aquele terreno ela deu para ele. Depois pegou o terreno de volta, deu condução. E ajudava eles em tudo”, contou.
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Segundo Francisco, a rotina na propriedade mudou com o tempo. Inicialmente, o trabalho do caseiro parecia regular, mas depois Dagmar passou a assumir sozinha os cuidados com o sítio.
“No fim, eles não faziam mais nada. Está tudo abandonado. Quem trabalhava era ela, a própria dona Dagmar”, disse.
Caso Dagmar: amigo da idosa relata que casal de caseiros usava carro e bens da vítima
Ainda conforme o amigo, o casal costumava sair com o veículo da idosa e demorava a retornar. “Eles pegavam o carro dela e sumiam, só voltavam às oito da noite. E quando diziam que estavam trabalhando, começavam depois das dez, onze horas, faziam alguma coisinha só e depois sumiam”, relatou.
Mais de 20 metros já foram escavados em busca de Dagmar, em Bauru
Andressa Lara/TV TEM
Casa demolida para avanço das buscas
A casa onde Dagmar vivia foi demolida na manhã desta terça-feira (2) para permitir a continuidade das buscas pela idosa. A demolição contou com apoio da Prefeitura de Bauru e foi acompanhada pelo Corpo de Bombeiros.
Segundo a Polícia Civil, a medida foi necessária para ampliar o espaço ao redor de um poço desativado na propriedade, apontado como possível local onde o corpo da idosa poderia estar. O poço tem cerca de 35 metros.
Polícia, Prefeitura e Corpo de Bombeiros realizam escavações em sítio de idosa desaparecida em Bauru (SP)
Andressa Lara/TV TEM
De acordo com o coordenador da Secretaria de Obras de Bauru, Téo Zacarias, o trabalho é complexo devido à estrutura antiga do local.
“O poço é profundo. Já fizemos escavações de aproximadamente 20 metros e a estimativa é que ainda tenha cerca de 15 metros pela frente. Não sabemos exatamente o que há abaixo disso”, explicou.
Ainda segundo Zacarias, o poço tem mais de 30 anos e foi construído manualmente, com estruturas circulares empilhadas.
“Cada célula tem cerca de 70 centímetros de altura e precisa ser retirada uma a uma. Para isso, é necessário espaço, e a casa acabava atrapalhando o avanço das escavações. Tentamos preservá-la, mas chegamos à conclusão de que a demolição era inevitável”, afirmou.
Buscas em poço por idosa desaparecida há 10 dias atingem mais de 17 metros em Bauru
Polícia Civil/Reprodução
Caso Dagmar
As buscas começaram após a abertura de um boletim de ocorrência, no dia 22 de dezembro, comunicando o desaparecimento de Dagmar Grimm Streger.
As investigações foram intensificadas após a prisão de um casal de caseiros, suspeito de envolvimento no desaparecimento.
Casal é preso suspeito de envolvimento no desaparecimento de idosa em área rural de Bauru
Facebook/reprodução
Segundo a Polícia Civil, a dupla trabalhava e morava na mesma propriedade da idosa e deixou o local de forma repentina. O carro de Dagmar também havia desaparecido.
“O caseiro não estava mais na residência, o local estava revirado e o carro da dona Dagmar também não se encontrava mais ali”, relatou o delegado Luciano Faleiro Rezende.
As escavações já ultrapassaram cerca de 17 metros de profundidade em Bauru
TV TEM/Reprodução
O veículo da idosa foi localizado em Tatuí (SP), onde teria sido trocado por uma caminhonete. O casal foi preso no dia 24 de dezembro, em Salto do Itararé (PR), quando tentava trocar o veículo novamente.
Segundo o delegado, os suspeitos teriam indicado informalmente o local e relatado agressões contra a vítima, mas permaneceram em silêncio durante os depoimentos formais, afirmando que só se manifestariam em juízo.
Até a última atualização desta reportagem, Dagmar Grimm Streger permanecia oficialmente desaparecida, já que o corpo não foi localizado e não há confissão formalizada.
Trabalhos de busca por Dagmar se concentram em um poço na região do Rio Verde, em Bauru
TV TEM/Reprodução
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