Mesmo sem ter vivido o sucesso nos anos 90, banda do interior de SP homenageia Mamonas Assassinas e relembra hegemonia do grupo: 'Puro suco do Brasil'

  • 02/03/2026
(Foto: Reprodução)
Banda do interior de SP homenageia Mamonas Assassinas Não ter vivido a febre do grupo Mamonas Assassinas na metade dos anos 1990, não impediu uma banda de Jaú, no interior de São Paulo, de reviver no palco o fenômeno que levantou multidões e acabou de forma repentina após um acidente aéreo em 1996. Nesta segunda-feira (2), a tragédia que interrompeu a carreira meteórica do grupo completa 30 anos. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Inspirada nos integrantes do Mamonas Assassinas, a banda cover jauense nasceu em 2015, a partir da primeira apresentação em um festival estudantil, e foi liderada por João Gromboni, hoje com 30 anos. Mesmo sem ter vivido o sucesso nos anos 90, banda do interior de SP homenageia Mamonas Assassinas Arquivo pessoal Ao lado dele estavam Fernando Messias e Luan Ragazzi nas guitarras, João Bueno na bateria e Fernando Bovi no contrabaixo. A maioria deles sequer havia nascido ou ainda era criança quando os Mamonas explodiram no país. LEIA TAMBÉM: RECORDAÇÕES EM DRACENA: Fã e tia de Dinho relembram show dos Mamonas Assassinas em Dracena: ‘Foi um privilégio’ MOBILIZAÇÃO: Pai de alunas recorda como organizou show dos Mamonas Assassinas para ajudar escola em Dracena MEMORIAL: corpos dos Mamonas Assassinas são exumados para criação de memorial em Guarulhos ROUPA INTACTA: jaqueta encontrada sobre caixão tinha símbolo da banda e bandeira do Brasil PELÚCIA: bicho de pelúcia é encontrado sobre caixão do guitarrista Bento João, que nasceu em 1995, contou em entrevista ao g1 que conheceu o grupo por influência do irmão mais velho. “Ele é de 1992 e, no auge da banda, tinha uns 3 ou 4 anos. Como ele viveu um pouco daquela época, sempre que chegava o aniversário da morte deles havia muitas homenagens na TV, no Gugu, no Faustão. Isso marcou a infância dele e acabou marcando a minha também, porque eu ouvia junto”, disse. De brincadeira em escola de música aos palcos da região A ideia de montar o cover surgiu quase por acaso. A mãe da namorada de João é professora de música em Jaú e há cerca de 15 anos promove audições anuais com os alunos. Alguns integrantes hoje da banda participavam das apresentações, e João, que sempre frequentava os eventos, começou a brincar de cantar sucessos como “Pelados em Santos” e “Robocop Gay” durante os ensaios. A recepção foi tão positiva que decidiram incluir oficialmente algumas músicas dos Mamonas na audição. Ele lembra que foi um "showzaço" com figurino, fantasias e encenações inspiradas nas performances irreverentes dos integrantes da banda. “Ficou marcado. Hoje, se não colocamos Mamonas nas audições, o pessoal reclama”, explica. Primeiro show da banda cover dos Mamonas Assassinas de Jaú (SP) foi no Teatro Municipal da cidade Arquivo pessoal Pouco tempo depois, o grupo já se apresentava no Festival de Inverno da cidade. O primeiro show oficial, que seria em um espaço aberto, precisou ser transferido para o Teatro Municipal por causa da chuva. Mesmo sem casa lotada, o músico lembra que a apresentação serviu como incentivo para os próximos shows. “Ali percebemos que deveríamos continuar com o projeto. Foi um hobby, um projeto de que temos muito carinho e uma época que deixa muita saudade”, lembra João. Hoje, os integrantes moram em cidades diferentes e não se apresentam de forma corriqueira. Ainda assim, mantêm viva a tradição. Eles se reúnem ao menos uma vez por ano e nunca deixam de tocar nas audições da professora de música onde tudo começou. 'Puro suco do Brasil' Para João, o sucesso dos Mamonas atravessa gerações, assim como aconteceu com ele, porque vai além da piada e das músicas engraçadas. “O que torna o trabalho deles atemporal é que eles são o ‘puro suco do Brasil’. Tinham um talento musical nítido, mas somado à alegria, diversão e ao carisma no palco. Se você tirar a piada e o humor, as músicas eram muito bem produzidas. Eram músicos excepcionais com ótimas referências.” Banda do interior de SP homenageia Mamonas Assassinas mesmo sem ter vivido o sucesso nos anos 90 Arquivo pessoal Ele cita como exemplo faixas como “Jumento Celestino” e “Débil Metal”, que misturam ritmos tradicionais brasileiros e também internacionais, como rock pesado, forró e sertanejo. “A identidade brasileira que eles carregavam no palco e aquela alegria caótica tornam o trabalho deles eterno.” “A interrupção do sonho da maneira que foi, com cinco adultos vivendo um auge absurdo e tendo tudo interrompido tragicamente, faz com que a gente não esqueça. Talvez daqui a 30 anos a gente esteja fazendo a mesma coisa com a Marília Mendonça”, completa. 30 anos sem Mamonas O avião onde os Mamonas estavam caiu no dia 2 de março de 1996, após um show em Brasília. O grupo embarcou em um jatinho com destino a Guarulhos, mas a aeronave colidiu contra a Serra da Cantareira, na Zona Norte da capital paulista. Morreram Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli. Mamonas Assassinas - Morte (1996) Três décadas depois, as famílias anunciaram a criação de um memorial ecológico no Cemitério Primaveras, em Guarulhos. Para a criação do memorial, os corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas foram exumados no dia 23 de fevereiro. Durante a exumação, objetos encontrados sobre os caixões chamaram atenção, como uma jaqueta de nylon colocada sobre o caixão de Dinho, que permaneceu intacta após 30 anos, e um ursinho de pelúcia sobre o de Bento. As peças devem integrar o acervo do futuro memorial. Banda Mamonas Assassinas, em foto tirada na década de 1990 Divulgação Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/03/02/banda-do-interior-de-sp-homenageia-mamonas-assassinas-e-relembra-hegemonia-do-grupo.ghtml


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