Presa por suspeita de matar amiga em piscina trabalhava com a vítima e a convidou para festa na área de lazer, diz irmão
29/01/2026
(Foto: Reprodução) Polícia prende amiga de jovem encontrada morta ao lado de piscina
A mulher presa nesta terça-feira (27) por suspeita de envolvimento na morte de uma jovem encontrada ao lado de uma piscina em Lins (SP) trabalhava com a vítima em um supermercado e foi quem a convidou para ir a uma festa na área de lazer onde Beatriz Callegari de Paula, 26 anos, morreu, no dia 16 de janeiro.
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Inicialmente o caso tinha sido registrado como morte suspeita e a informação dada pela própria suspeita era de que Beatriz tinha sofrido uma descarga elétrica, porém, o laudo da causa da morte apontou afogamento e o caso passou a ser investigado como homicídio.
Em entrevista ao g1, o irmão de Beatriz, disse que a irmã ficou bastante próxima da suspeita quando se conheceram no trabalho, mas nos últimos tempos tinham se afastado.
“Elas se conheceram no mercado, onde a minha irmã trabalhava também. No começo, elas se viam sempre”, afirma o churrasqueiro Alexandre Callegari de Paula, irmão de Beatriz.
Beatriz Callegari de Paula tinha 26 anos e foi encontrada morta ao lado de uma piscina em Lins
Facebook/Reprodução
Alexandre disse ainda que a dupla se afastou por causa do ex-namorado de Beatriz, que costumava ter atitudes violentas e, inclusive, teria agredido amigas da jovem por ciúmes, entre elas, a suspeita do crime.
No entanto, depois de um tempo de afastamento que o irmão não soube estimar exatamente, a suspeita retornou o contato com a vítima para convidá-la para a festa na área de lazer, que é um espaço alugado para confraternizações.
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Segundo Alexandre, Beatriz estava evitando sair de casa por causa de ameaças e perseguição do ex-namorado, contra o qual tinha, inclusive, medidas protetivas, mas aceitou ir à festa.
"Do nada, no mesmo dia, ela chegou conversando com a minha irmã para falar sobre a festa, disse que era uma festa particular para ninguém ficar sabendo", comenta.
Após laudo descartar descarga elétrica, polícia prende amiga de jovem encontrada morta ao lado de piscina por suspeita de homicídio
Foto: Arte/g1
Laudo apontou morte por afogamento
A suspeita de envolvimento na morte de Beatriz, uma mulher de 40 anos que não teve a identidade divulgada, foi presa na terça-feira (27) após a divulgação do laudo, no dia 23 de janeiro, que apontou a causa da morte por afogamento, contradizendo a versão dada inicialmente de que Beatriz tinha sofrido uma descarga elétrica.
Segundo a Polícia Civil, a decisão de pedir a prisão temporária da suspeita se baseou nas contradições entre o depoimento dela e o resultado da perícia. No momento da morte, Beatriz estava acompanhada apenas da suspeita.
Beatriz Calegari de Paula, de 26 anos, foi encontrada morta em uma área de lazer de Lins (SP)
Reprodução
Ainda segundo a polícia, apesar de ter convidado a vítima para uma festa, apenas mais uma pessoa esteve no local, além de Beatriz e da suspeita, um amigo da mulher, que teria ido embora uma hora antes dos bombeiros serem acionados.
Beatriz foi encontrada caída de costas, vestindo biquíni, com parte do corpo sobre a tampa metálica do motor da piscina. Os bombeiros chegaram a desligar a energia e constataram a morte da vítima.
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Ainda de acordo com boletim de ocorrência registrado no dia, havia equipamentos elétricos próximos do corpo, mas por fim, o laudo do Instituto Médico Legal descartou a morte por eletrocussão e apontou a causa por afogamento.
O caso é investigado como homicídio por meio de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Lins.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), os laudos requisitados ao Instituto de Criminalística (IC) estão em elaboração para auxiliar no completo esclarecimento dos fatos.
*Sob a supervisão de Mariana Bonora.
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