Registro raro mostra fêmea de lobo-guará com três filhotes em estação ecológica no interior de SP
06/11/2026
(Foto: Reprodução) Registro raro mostra fêmea de lobo-guará em estação ecológica no interior de SP
Uma fêmea de lobo-guará acompanhada por três filhotes foi flagrada caminhando pela área da Estação Ecológica de Barreiro Rico, localizada em Anhembi (SP), entre os rios Piracicaba e Tietê.
A reserva integra uma região protegida que, conforme dados da Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), não registra focos de incêndio florestal desde 2018.
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Lobo-guará é flagrado com três filhotes em estação ecológica em Anhembi
Fundação Florestal/EE Barreiro Rico/Divulgação
Segundo a Fundação Florestal, os registros do animal vêm crescendo na área. Desde 2020, mais de dez lobos-guarás foram flagrados em diferentes pontos da unidade.
Considerado o maior canídeo da América do Sul, o lobo-guará apresenta pernas longas, focinho estreito e pelagem avermelhada, traços físicos adaptados à locomoção por campos e savanas.
A espécie tem hábitos predominantemente solitários, comportamento arisco e costuma percorrer grandes distâncias em busca de alimento e refúgio. Por causa dessas características, o registro de uma fêmea acompanhada por três filhotes é considerado raro e confirma a reprodução ativa da espécie na localidade.
Território protegido
Registro raro mostra fêmea de lobo-guará com três filhotes em estação ecológica no interior de SP
Fundação Florestal/EE Barreiro Rico/Divulgação
A Estação Ecológica de Barreiro Rico, classificada como unidade de proteção integral, tem pouco menos de 300 hectares, enquanto a Área de Proteção Ambiental (APA) vizinha, voltada ao uso sustentável, soma mais de 30 mil hectares.
O complexo abrange territórios dos municípios de Anhembi, Botucatu, Piracicaba e São Pedro (SP). O cinturão verde funciona como refúgio para a fauna e a flora em meio a uma paisagem predominantemente agrícola, marcada por lavouras de cana-de-açúcar, eucalipto, citros e mandioca, além de pastagens e matas ciliares.
De acordo com o gestor da unidade, João Marcelo, o combate e a prevenção a queimadas são cruciais para a sobrevivência das espécies locais. Desde 2018, as ações conjuntas entre o poder público, iniciativa privada, brigadistas e proprietários rurais foram intensificadas por meio de rondas e campanhas de conscientização.
"Graças aos esforços da Fundação Florestal e ao trabalho integrado com a rede de brigadas, estamos celebrando o octênio, oito anos sem incêndios florestais na área. O último registro ocorreu em 2018, enquanto o episódio mais devastador foi em 2012", ressaltou o gestor.
Unidade de conservação não registra focos de incêndio desde 2018 e acumula aumento de flagrantes da espécie.
Fundação Florestal/EE Barreiro Rico/Divulgação
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