Saiba quem é o ex-secretário e marido da prefeita de Bauru preso na Operação Cavalo de Troia

  • 18/10/2026
(Foto: Reprodução)
O ex-secretário de Governo Renato Purini, marido da prefeita de Bauru (SP), Suéllen Rosim (PSD), foi preso na manhã desta sexta-feira (16) durante operação deflagrada pelo Gaeco Redes Sociais/Reprodução O ex-secretário de Governo Renato Purini, marido da prefeita de Bauru (SP), Suéllen Rosim (PSD), preso na manhã de sexta-feira (16) durante operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em conjunto com a Polícia Militar, iniciou sua carreira política em 2001 e já foi condenado por improbidade administrativa. Em julho de 2025, Purini assumiu a Secretaria Municipal de Governo, pasta criada pela Prefeitura de Bauru durante a elaboração do novo organograma, após um período conturbado à frente do Departamento de Água e Esgoto (DAE). 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Após a ação do Gaeco na Operação Cavalo de Troia, a prefeitura informou em nota que o ex-secretário foi exonerado do cargo. Purini passou por audiência de custódia ainda na manhã de sexta e teve a prisão preventiva confirmada, sendo levado para o Centro de Detenção Provisória de Bauru. No sábado (17), a Justiça negou o pedido de habeas corpus e manteve o ex-secretário preso. Renato Purini e Suéllen Rosim anunciaram o noivado em fevereiro de 2025 e se casaram em maio do mesmo ano. A prefeita está na reta final da gravidez do primeiro filho do casal. O ex-secretário de Governo Renato Purini, marido da prefeita de Bauru (SP), Suéllen Rosim (PSD), foi preso na manhã desta sexta-feira (16) durante operação deflagrada pelo Gaeco Redes Sociais/Reprodução Antigos problemas jurídicos Em 2024, a gestão de Renato à frente do DAE foi marcada por idas e vindas judiciais, com afastamentos relacionados a um caso antigo de improbidade e à falta de comprovação de ensino superior. Ele chegou a ter uma condenação definitiva (com trânsito em julgado) decorrente de um processo de 2003/2004, relativo ao seu primeiro mandato como vereador. A ação investigou a contratação irregular de uma assessora e gerou uma multa. Preso marido da prefeita de Bauru O valor de aproximadamente R$ 1 milhão foi pago em outubro de 2024, permitindo seu retorno à presidência da autarquia em novembro do mesmo ano. Carreira política Purini iniciou a carreira política em 2001 como vereador. Ele presidiu a Câmara Municipal, foi vice-presidente da Casa e assumiu o comando da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) em 2005. Em 2009, voltou ao Legislativo bauruense, onde cumpriu dois mandatos consecutivos até 2016. Em 2020, candidatou-se novamente a vereador, mas não foi eleito. LEIA TAMBÉM: Vídeo mostra momento em que marido da prefeita de Bauru é levado pela polícia Presidente da Câmara de Santa Cruz do Rio Pardo é afastado do cargo durante investigação sobre projeto habitacional Presidente da Câmara de Olímpia e assessores são presos suspeitos de promover 'rachadinha' Prisão do ex-secretário de Governo Nesta manhã, os agentes cumpriram mandados de busca na residência de Purini e também nas dependências do prédio da Prefeitura de Bauru. A ação é um desdobramento da "Operação Cavalo de Troia", investigação que já havia resultado na prisão de ex-secretários ligados à administração municipal. A prefeita não é alvo da operação nessa fase. Renato Purini chega à Central de Polícia Judiciária (CPJ) após operação do Gaeco, nesta sexta-feira (16), em Bauru (SP) Luís Negrelli/TV TEM Após deixar o condomínio de alto padrão onde mora com a prefeita, Renato Purini foi levado para a prefeitura, onde o Gaeco também cumpriu mandados de busca e apreensão. A TV TEM e o g1 tiveram acesso ao processo que embasou o pedido de prisão de Renato Purini. As investigações apontaram que o ex-secretário de governo era a “figura política” de que a organização criminosa precisava para garantir a aprovação do projeto de concessão do lixo e atender aos interesses do grupo. O que diz a prefeitura? Em nota, a Prefeitura de Bauru disse que, "desde o início das investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), tem colaborado integralmente com as autoridades, fornecendo documentos, informações e os esclarecimentos solicitados, e seguirá contribuindo com tudo o que for necessário para o avanço das apurações." Marido da prefeita de Bauru e secretário é preso em casa durante operação do Gaeco O texto informa também que "diante das informações tornadas públicas e das medidas em curso, o secretário municipal de Governo, Renato Purini, foi exonerado do cargo." A Prefeitura seguirá atuando com transparência e responsabilidade, adotando as medidas necessárias para preservar o interesse público, a regularidade administrativa e a confiança da população. Já a prefeita Suéllen Rosim, esposa de Purini, foi ouvida horas depois da prisão do marido, na Câmara dos Vereadores na reunião da Comissão Processante que investiga se houve negligência da parte dela como chefe do executivo na licitação do lixo que chegou a ser aprovada, mas foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado. Durante o depoimento, Suéllen afirmou que o marido não participava das decisões sobre o edital do lixo, negou ter recebido vantagens indevidas e disse desconhecer encontros entre ele e o executivo da Estre Ambiental, empresa apontada como possível beneficiária do direcionamento da licitação. Marido da prefeita de Bauru e secretário, Renato Purini é preso em casa durante operação do Gaeco TV TEM Nova fase da operação Em nota, o Ministério Público informou que além da prisão, houve cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços localizados não só na cidade do interior paulista, mas também na capital. A investigação mira um suposto esquema criminoso relacionado à estruturação e à condução da concessão dos serviços de resíduos sólidos em Bauru, envolvendo contrato estimado em aproximadamente R$ 5,2 bilhões, com duração prevista de 30 anos, além de possíveis ajustes com vereadores. A nova fase da Cavalo de Troia decorre da evolução na análise de provas obtidas durante sua primeira etapa, especialmente das mensagens extraídas de aparelhos celulares apreendidos. Elas revelaram indícios da participação de outros agentes públicos e particulares nas práticas investigadas. As investigações prosseguem, inclusive para a apuração de outros possíveis delitos e a identificação de eventuais participantes ainda não alcançados pelas medidas judiciais. Como as investigações começaram As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público começaram em março a partir de denúncias de ameaças contra catadores de materiais recicláveis da Ascam. Segundo as apurações, Valdomiro Pereira da Silva Filho, marido da então presidente da Ascam, tinha ligação com uma facção criminosa e usava a influência para intimidar os trabalhadores da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis, que mantinha contratos de mais de R$ 5 milhões com a Prefeitura de Bauru com dispensa de licitação. A partir do monitoramento de ligações de Valdomiro e da esposa dele, Gisele Moretti, presidente da associação, o Ministério Público descobriu que o casal também articulava esquemas para pedir propinas e interferir na licitação da gestão do lixo na cidade. Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ascam) em Bauru (SP) Divulgação A interceptação das conversas revelou a participação de secretários municipais e executivos de empresas, o que levou à deflagração de duas operações paralelas promovidas pelo Gaeco com o apoio da Polícia Militar. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão e resultou na prisão temporária de sete pessoas, duas delas, presas na Operação Mobius, já foram liberadas. As demais, presas na Operação Cavalo de Troia, permanecem presas, uma delas em prisão domiciliar. São elas: Cilene Chabuh Bordezan: ex-secretária municipal de Meio Ambiente; Vitor João de Freitas Costa: ex-secretário municipal de Negócios Jurídicos; Sara Moura de Jesus: ex-secretária-adjunta de Meio Ambiente; Hamilton Libório Agle: proprietário e CEO da empresa Estre Ambiental; Talita de Andrade Soares Chieregatti: funcionária da Estre Ambiental (em prisão domiciliar). Gisele Moretti, ex- presidente da Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis (Ascam); e Valdomiro Pereira da Silva Filho, empresário e marido de Gisele Moretti, foram liberados. Operação Cavalo de Troia A Operação Cavalo de Troia investiga o esquema para fraudar a licitação da concessão do sistema de gestão de resíduos sólidos urbanos de Bauru, projetada para durar 30 anos e avaliada em R$ 5,2 bilhões, o maior contrato da história do município. A apuração aponta que o grupo atuava para direcionar as regras do edital a favor da empresa Estre Ambiental por meio de pessoas infiltradas na administração municipal. Segundo o Ministério Público, a então secretária de Meio Ambiente, Cilene Bordezan, mantinha um relacionamento amoroso com o CEO da empresa, Hamilton Libório Agle, o que permitia que a concessionária elaborasse documentos e pareceres oficiais de dentro do próprio governo. Gaeco aponta relação entre ex-secretária Cilene Bordezan e CEO Hamilton Libório Agle Reprodução Um dos presos conseguiu prisão domiciliar A funcionária da Estre, Talita Andrade, acusada de ser uma das envolvidos na organização criminosa montada para fraudar a concessão do lixo de Bauru, deixou a penitenciária e está cumprindo prisão domiciliar. A mudança foi comunicada na quinta-feira (15) pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). A acusada deixou a penitenciária feminina Sant´Ana no dia 7 de outubro, após decisão da Justiça. Ela tinha sido transferida para a unidade no final de setembro, depois que teve a prisão convertida em preventiva. A defesa de Talita já vinha pedindo a prisão domiciliar por causa de uma doença da acusada e também pelo sofrimento da filha. A TV TEM questionou a SAP sobre os outros quatro presos que, até a última atualização, estavam detidos em unidades prisionais. Já o ex-consultor da Fipe, Mário Luiz, estava foragido. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/10/18/saiba-quem-e-o-ex-secretario-e-marido-da-prefeita-de-bauru-preso-na-operacao-cavalo-de-troia.ghtml


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